




Início de um domingo, tão chato como só um domingo.
...O telefone toca. Uma, duas, três vezes... atendo. VOCÊ, com sua provocante voz rouca me excita num primeiro instante:
-“oi amor, saudades.... quero você...... estou chegando a cidade e quero ir direto prá nosso apartamento.”
Já havia duas semanas que não nos víamos, e quase derreti com o telefone na mão quando VOCÊ disse:
-“estou morrendo de saudade e louca pra ser a sua putinha”. Eu também estava.
Levantei da cama com ânimo renovado e fui tomar um demorado banho. A vontade de estar com VOCÊ; minha imaginação e meu tesão agora desperto fizeram o banho demorar muito mais que o normal.
Quando o porteiro avisou pelo interfone que VOCÊ estava subindo, destranquei a porta e fechei as cortinas. Com algumas velas acesas pela sala, BARBRA STREISSAND tocando no cd player, o ambiente a meia-luz. VOCÊ não mostrou perceber toda a atmosfera preparada, pois quando abri a porta, carregadA de malas e pacotes de presente, deu de cara comigo em pé, encostado na bancada, de zorba e só.
- Não estava com saudade da sua putinha? Aqui estou eu. – falou, fitando-me diretamente nos olhos.
Fechou a porta, largou as malas, livrou-se das roupas em questão de segundos, e num instante estávamos nos beijando e eu sentindo novamente minhas mãos fortes no seu corpo todo. Arrepiou-se com o simples toque de meus lábios em seus mamilos, tesos, belos e eretos como num monumental esplendor de excitação... suas mãos na minha pele, percorreu minhas ancas até chegar a meu pau duríssimo, e, encostando-se em mim apoderou-se dele como a querer devorá-lo.... Conseguiu tirar minha zorba, ou melhor, rasgá-la e libertar meu pau, para logo aprisioná-lo de novo, só que em sua boca.
Não ficou muito tempo chupando, estávamos os dois sedentos de uma trepada, penetração e gozo. As preliminares poderiam ficar pra depois. VOCÊ movimentava-se como uma loba faminta sobre sua preciosa presa, e eu, ali, como a servir de seu cordeiro, a ser imolado, trucidado por seu sexo faminto, sua ânsia de amor...E ali mesmo, na sala, sobre o tapete, com VOCÊ ainda mais linda, mais bela que nunca, brilhando por causa do suor que transbordava de sua gana de ser penetrada, por seu desesperado desejo de se entregar a meu descontrolado desejo de te possuir, arqueada sobre seus calcanhares, deixou-me subir e entrar em sua deliciosa gruta de sonhos, seu ventre tremia num frenesi como a implorar por minha invasão e, meus dedos, percorriam cada milimetro de seu delicioso corpo, que agora já se tornara meu, assim como sua alma e seus sonhos... Eu subia e descia fazendo-a sentir meu membro avantajado e rijo entrar e sair, entrar e sair, como num fantástico balé rítmico, mas delirante.... Me senti totalmente dentro de sua alma e feliz, pois havia entrado pelo portal do paraíso. Gozamos exatamente juntos, ansiosos, resultado do prazer que estávamos nos presenteando.
Deixei meu corpo cair sobre VOCÊ, e ali adormecemos, por minutos ficamos a viajar nas terras de Morfeu, recompondo nossas energias. Antevia-se uma nova batalha de amor, desejo e prazer...
Enquanto VOCÊ foi ao banheiro, eu abri as cortinas e o céu estava naquele tom alaranjado, com o sol quase desaparecendo no horizonte. Peguei o casaco do minha amada que estava caído ao lado da porta, coloquei-o por cima dos meus ombros pra esconder um pouco a minha nudez, e fui pra sacada ver o por do sol.
Ali parado, como a sonhar acordado senti VOCÊ se aconchegar a mim, por trás, estendendo suas mãos e braços em torno de minha cintura... suas mãos procuraram minha espada punjante, e logo seus dedos brincavam com meu desejoso guerreiro. Dentro de mim uma nova chama, um novo desejo..., e no décimo nono andar, com o sol partindo, a lua chegando de mansinho, ajoelhei-me, também de mansinho e com meus lábios carnudos que VOCÊ tanto gostava de morder, com meus lábios atrevidos, minha língua ardente, passei a explorar sua doce, suave e deliciosa vulva, chegando-me a seu clítoris, que de tão teso e desejoso, brilhava como se untado fôra com o mel que escorria de suas entranhas.... A nossa volta ouvia-se apenas o silêncio de um início de mais uma de nossas noites de prazer e o suave murmúrio de seus gemidos de luxuria...e você, você ali, apenas rebolava devagar, sentindo um prazer maluco, puxava-me pelos cabelos como a querer que eu entrasse de cabeça em sua vagina agora transformada num mar aberto de escaldante gozo...
Me puxou pra uma cadeira e sentou em meu colo. Com meu pau dentro de você, seus seios em minha boca e o mundo na nossa frente, gozamos. Gozamos ali nosso mais delicioso gozo de paixão... nosso prazer... nossa cumplicidade...amizade... amor.... e ali, na sacada, mais uma vez iniciamos uma nova jornada... O domingo acabaria, mas nosso desejo jamais ...

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